Organização

Como organizei minhas roupas para 2018 (método KonMari)

15/02/2018

Como organizei minhas roupas para 2018 (método KonMari) // Jornada Zen

Marie Kondo é uma japonesa que criou o método KonMari de organização. Se você ainda não a conhece, sugiro que leia este post aqui, onde faço uma resenha de seu principal livro A Mágica da Arrumação. Não vou registrar o passo-a-passo detalhadamente da arrumação pois já o fiz na organização de 2017 (leia aqui), mas contarei o que achei de diferente da primeira vez.

Bem, já vou avisando que, segundo Marie Kondo, só precisamos fazer essa mega arrumação uma vez na vida, e que, se fizermos bem feita e passarmos a comprar com consciência, não precisaremos mais fazê-la. Aí que está o ponto, como acho que cada um tem seu jeito de lidar com as compras, roupas e estilo pessoal, acho válido fazermos revisões de vez em quando pra adequarmos nossas roupas aos nossos momentos. Acredito que somos múltiplos, tem momentos em que estamos curtindo mais um estilo, em outros momentos estamos em outras energias, e uma revisão acho que, no meu caso, é sempre necessário.

Eu não faço armário-cápsula. Pra quem ainda não conhece este conceito, o armário-cápsula é um projeto em que separamos apenas algumas peças de roupas para serem usadas em cada estação do ano. Como aqui no Rio de Janeiro não temos estações definidas e não uso apenas um estilo de roupa, prefiro ter uma quantidade de peças adequadas e constantemente fazer essa revisão pra saber o que pode ser passado adiante, o que pode ir pra casa de praia e o que pode ser adicionado em meu armário que promoverá um leque maior de combinações com o que eu já tenho.

Acreditem, às vezes a compra de uma peça-coringa permitirá que você use com mais frequência o que você já tem. Portanto, o foco aqui não é te convencer a não comprar nada, mas sim, saber comprar com consciência. Sim, aos meus leitores do Vida Minimalista, nada de extremos! O caminho do meio é mais adequado.

(Re)começando a organização

A primeira vez que fiz essa arrumação não acreditei no que estava lendo. Marie Kondo nos fala para colocarmos TODAS as roupas no mesmo lugar. Sim, TODAS. As roupas no cesto pra lavar, as roupas do varal, aquelas roupas guardadas em outros locais da casa, todas. Em 2017, quando fiz pela primeira vez a arrumação tentei burlar um pouco a regra colocando apenas as que estavam no meu guarda-roupas. Depois me entreguei e fui catando TUDO que tinha pela casa e, quando olhei pro meu quarto, não acreditava que uma pessoa só poderia ser capaz de ter tudo aquilo. Bateu um desespero. E sim, isso é desanimador.

Mas, ao mesmo tempo em que nos sentimos desanimados por não sabermos por onde começar (e com um misto de sentimento de culpa por ter tudo aquilo), também vem uma coragem de “preciso começar por algum lugar”, ou “não posso manter tudo isso comigo, é muita coisa”. E então, começamos a pegar, peça por peça, e analisar se gostamos realmente dela, se nos sentimos bem, se ela nos traz alegria. Caso contrário, coloquei em uma pilha num canto do quarto pra decidir depois o que faria (doação, venda ou casa de praia).

Como organizei minhas roupas para 2018 (método KonMari) // Jornada Zen

Dessa vez, a experiência foi muito diferente. Primeiro, pela notável diferença na quantidade de peças, que foi apenas esta pilha da foto acima. Eu sei, parece muito, mas comparando com a do ano passado – que o chão ficou pequeno e precisei usar a cama – eu tinha muito menos peças.

O Processo

Depois de tudo junto, no chão do quarto, peguei peça por peça e fui analisando primeiro, se a cor realmente combinava comigo. Nunca fiz uma análise de paleta de cores por alguma profissional de estilo, mas pelo que li, pesquisei e estudei, descobri que a combinação da minha pele, olhos e cabelos, me levam a uma paleta chamada Inverno Puro.

Como organizei minhas roupas para 2018 (método KonMari) // Jornada Zen

Com a cartela em mãos, fui percebendo o quanto cores vivas demais me desfavoreciam e o quanto as roupas com as cores que estão na tabela eram as que eu mais gostava de usar. Claro que é tudo uma questão de autoconhecimento e ainda estou no processo, não sou expert em estilo (passo longe!) mas pelo menos percebi que tenho uma noção do que me valoriza e o que não combinava tanto, mas que acabei comprando por achar bonito na loja.

Isso me traz felicidade?

Essa é uma pergunta-chave que devemos fazer durante a arrumação. Se temos uma roupa que temos só porque ganhamos de alguém ou que nunca queremos usar por não nos sentirmos bem, qual a lógica de mantermos em nosso armário? A ideia de Marie Kondo é de trazer felicidade pra nossa vida, e uma boa ajuda é estarmos cercados de objetos, roupas, memórias que nos fazem bem.

Claro que não sigo exatamente tudo que ela fala no livro, tenho algumas opiniões divergentes, mas vou me inspirando e adaptando à minha realidade. Lembram do caminho do meio? Pois é.

Como organizei minhas roupas para 2018 (método KonMari) // Jornada Zen

No final das contas, fiquei com um armário mais enxuto, com cores que se adequam mais a mim, que sinto que me valorizam. Gosto de ver espaços vazios e sim, já tive um dia um guarda-roupas lotado que mal conseguia fechar as gavetas. E quer saber? Não tenho saudades nenhuma dessa época!

Abrir o armário e ver peças que nos trazem alegria é fundamental. Quanto às roupas que separei no canto? Algumas levarei pra casa de praia (em dezembro fiz uma super arrumação lá e doei muita coisa também), outras vão para doação e algumas cadastrei na minha lojinha do enjoei (clica aqui pra conhecer).

Novas compras?

Não vou falar pra vocês que não comprarei mais nada. Calma, sem radicalismos. A questão é controlar os impulsos num passeio ao shopping e trazer pra casa apenas o que realmente vamos usar e o que combina conosco, claro SE PRECISARMOS. Ter a consciência é o ponto-chave. Como foi feita esta nova peça? Será que é de uma loja que utiliza trabalho escravo? Qual o material dessa camisa? Será que na primeira lavagem vai ficar esgarçada ou terá uma boa durabilidade? Escolho essa peça mais barata ou pago um pouco mais naquela que sei que tem mais qualidade e vai durar mais? Essas são algumas perguntas que devemos fazer ao trazer algo novo pra dentro de casa. Com tranquilidade, serenidade e consciência. Sem afobação de consumir descontroladamente. Afinal, será mesmo que precisamos TANTO daquela peça que está em promoção?

Conte-me sobre suas experiências com organizações de armários e compras. Como você consome roupas? Pesquisa antes? Faz armário-cápsula ou algum outro tipo de organização? Conte-me nos comentários! 🙂

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Minha iniciação no Reiki Nível I

12/02/2018

Iniciação no Reiki nível 1 - Jornada Zen

Como o propósito deste blog é registrar minha jornada, hoje vou contar como foi a minha iniciação no Reiki Nível I. Por volta de 2006, um amigo muito querido me falou que seria bom que eu me iniciasse no Reiki, mas como tudo tem seu tempo certo, acabei fazendo essa iniciação só agora, em Janeiro de 2018.

Pra quem não conhece, o Reiki é um trabalho de cura com a imposição das mãos na qual nos tornamos um canal da energia cósmica, da Fonte, que ao ser direcionada a outra pessoa – ou a nós mesmos durante a autoaplicação – promove o desbloqueio e limpeza de canais energéticos nos levando à harmonia e cura.

A iniciação no Nível I

No primeiro nível, recebemos o símbolo CHOKUREI e nos tornamos aptos a aplicarmos o Reiki em pessoas, animais, plantas, cristais etc.

chokurei reiki nível 1

Porém, como é a primeira iniciação e estamos começando o processo, devemos, antes de aplicar nos outros, fazer 21 dias de purificação, que nada mais é que a autoaplicação diária por este período, até que estejamos aptos e preparados pra aplicar nos outros.

Pela manhã recebemos as instruções teóricas do Reiki. Aprendemos como surgiu, o símbolo Chokurei, um pouco sobre Mikao Usui, a teoria dos chakras, das energias e de como atua no nível físico e espiritual. Em seguida, depois do almoço, partimos pra prática, aprendendo como sentir a energia, como identificar pontos em desarmonia e como, de fato, aplicar o Reiki em nós mesmos e nos outros.

Após a teoria, recebemos durante a iniciação o símbolo do Chokurei (oficialmente), o que nos habilita a começar, a partir do dia seguinte, a autoaplicação por 21 dias, e em seguida a aplicação nos outros.

O que achei do Reiki?

Como falei anteriormente, desde 2006 venho adiando essa iniciação no Reiki, mas acredito que tudo tem seu tempo e sua hora certa de acontecer. A energia que sinto é realmente incrível e venho experimentando diferentes sensações no corpo e nas mãos durante a autoaplicação. Como é uma limpeza, muitas estruturas podem balançar, nos fazendo sair da zona de conforto, mas o ideal é confiarmos que tudo está sendo colocado no lugar certo.

O próximo passo é fazer a iniciação Nível II no próximo sábado, dia 17 de Fevereiro, quando completo os exatos 21 dias e estamos habilitados a aplicar nos outros e receber a próxima iniciação. Pretendo seguir até o nível Mestrado, espero que o Universo conspire a favor.

Agora me conte, você conhece Reiki? Tem alguma dúvida sobre o assunto? Já é iniciado(a)? Compartilhe sua experiência comigo aqui nos comentários! Ficarei feliz em saber um pouquinho mais.

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Estilo de Vida

Uma nova jornada!

Olá! Meu nome é Camile e talvez alguns me conheçam do blog Vida Minimalista (ou da internet mesmo). Se você ainda não me conhece, muito prazer, fico muito feliz com sua presença aqui.

Jornada Zen é um projeto para compartilhar insights, reflexões sobre a vida contemporânea e claro, registrar meus passos rumo a uma vida mais simples e sustentável.

A ideia é (re)começar aqui, de forma simples, a compartilhar a minha caminhada de forma mais “diário”, um tipo de escrita da qual me afastei um pouco devido à preocupação de produzir conteúdo de melhor qualidade, o que me fez desconectar um pouco com o verdadeiro propósito de um blog: o registro de experiências de forma mais espontânea.

Sou instrutora de Yoga e Meditação, gosto de filosofias orientais (meu mestrado é em tradições orais e manuscritos indianos) e estou sempre procurando inspirações para ser mais produtiva sem deixar me contaminar pelo imediatismo da nossa era contemporânea. Admiro uma vida mais leve, com consciência e sustentável, o que posso resumir num termo ultimamente muito usado: Slow Living.

Aqui você encontrará artigos sobre minimalismo, veganismo, produtos cruelty-free, reflexões, dicas de meditação e yoga, além de acompanhar minha jornada por uma vida mais zen.

Este blog é também uma forma de me puxar de volta ao centro sempre que eu me sentir saindo dos trilhos. É uma ferramenta de inspiração com aquele jeitinho de casa aconchegante com café quentinho. Espero que você se sinta muito confortável ao navegar pelas diferentes categorias. E não se esqueça de deixar seu comentário para que eu possa responder com todo carinho.

Observação

Como tenho muito conteúdo publicado dos outros blogs que não estão mais no ar, aos poucos pretendo revisar alguns artigos deles e trazê-los pra cá. Isso significa que todos os posts anteriores a esta data (12 de fevereiro de 2018) são posts republicados.

Espero que você se sinta em casa aqui!

Um grande abraço,

Camile Carvalho

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