Minimalismo

Destralhe digital: excluí muitos arquivos do meu computador

22/12/2017

Para 2018 estipulei uma meta: ter mais foco no que preciso fazer, mas para que isso se torne realidade, preciso mudar uma série de coisas ao meu redor, como os excessos que me acompanham tanto fisicamente, quanto virtualmente e, além de um declutter físico, precisarei organizar também o meu computador.

Sou uma pessoa que ama organização. Sou capaz de passar horas desenhando uma nova estrutura de arquivos, renomeando pastas e raciocinando se aquela foto ficaria melhor aqui ou ali, mas há uma premissa do mundo da organização que não podemos nos esquecer: não existe organização de tralha! Seu sistema será sempre desorganizado até o momento em que mantivermos apenas o necessário.

Então, o primeiro passo para uma organização efetiva nada mais é que destralhar. E foi o que fiz.

Eu cheguei num ponto em que não sabia mais o que tinha guardado no meu HD externo. Além do disco rígido, uso Dropbox, mas não como um backup e sim pela facilidade de acessar meus arquivos de onde eu estiver, e por isso tento manter todos os meus arquivos ali, já que tenho um bom espaço. Mas isso é assunto pra um outro artigo. O que venho compartilhar hoje é a forma como fiz esse declutter dos meus arquivos digitais – e como me convenci a desapegar de muita coisa…

Organização Bruta

O primeiro passo foi abrir uma pasta no próprio desktop chamada Backup. Simples assim. Conectei o HD externo e arrastei TODOS os arquivos pra esta pasta. Além disso, arrastei TODOS os arquivos do Dropbox e do HD do computador. Me vi diante de um caos, mas calma, eu sei que é desesperador ver a quantidade de arquivos que acumulamos e é esta a meta: levar um susto e repensar se realmente precisamos de tudo isso. Lembram da Marie Kondo? Ela usa esta mesma tática em relação às roupas. É só quando juntamos tudo que temos uma noção do todo.

O segundo passo foi excluir arquivos duplicados sem dó. A dica que dou é pesquisar um aplicativo que identifique estes arquivos e no meu usei o Duplicates Cleaner (MAC), e não tive dó, removi mais de 12 Gb de arquivos que não estavam apenas no backup, mas dentro das próprias pastas do computador apenas ocupando espaço. Depois dessa faxina bruta, veio a organização mais específica…

Organização Específica

Este  é o momento de separar arquivos de fotos, vídeos, músicas, documentos pessoais, arquivos de estudos e outras categorias. Claro que a organização é muito pessoal, cada um vai encontrar o seu sistema, mas no meu caso usei uma pasta para Músicas (nem tenho muitas, pois atualmente uso Spotify/Apple Music), outra pasta para Vídeos e uma para Fotos.

Outros arquivos de texto precisei fazer uma outra organização de acordo com o que mais acesso. Não adiantaria muito ter uma pasta Documentos se o que mais acesso atualmente é a pasta Mestrado, então sugiro que você identifique qual a sua prioridade no momento e crie pastas que respondam à esta demanda.

Seletividade é a chave!

Não arraste simplesmente os arquivos para estas novas pastas. Pelo contrário, imagine que você vai se mudar e precisa levar só o que realmente é necessário. Deixe aqueles arquivos que não são mais úteis na pasta Backup ou apague-os. Acredite, aqueles arquivos .doc das aulas de Introdução à Economia que você cursou em 2010 não são mais úteis e muito provavelmente você nem sabe o conteúdo dos textos ali dentro.

Aos fãs do Evernote…

Eu sei, muitos de vocês provavelmente estão lendo este texto pensando “joga tudo no Evernote!” e acredite, eu já fiz isso uma vez mas não funcionou pra mim. Se você é amante do Evernote e ele funciona pra você pra armazenar arquivos, ótimo! Mas tenha em mente que não adianta também jogar tudo lá sem uma estratégia. Seja seletivo, faça declutters periodicamente para que seu sistema de organização funcione bem, não deixe que seu elefantinho se torne um depósito de arquivos aleatórios.

Mas eu era organizada…

Eu sempre pensei que era uma pessoa super organizada por manter minhas pastas de arquivos desde quando comecei a cursar minha segunda graduação em Jornalismo em 2010. Tinha tudo separado no esquema:

1º Semestre

> Introdução à Filosofia

> Introdução à Economia

> Introdução à Fotografia

> Teoria da Comunicação

…e por aí vai. Mas sabe qual é o problema? É acessar estas pastas e dar de cara com imagens que salvei sabe-se lá por qual motivo, um arquivo do Word com a matéria que não me é mais útil e alguns textos em PDF que provavelmente o professor passou pra turma e que não sei mais pra que servem. E isso, sinceramente, não é mais relevante pra mim. Às vezes precisamos ir mais fundo e fazer um destralhe radical, ainda mais hoje que em poucos cliques temos acesso a muito conteúdo no Google provavelmente mais atualizado que aqueles textos de aulas que guardamos no passado. Claro que pode haver excessões, e por isso a dica de guardar pra nova pasta apenas o que é realmente relevante.

E o apego?

No meio digital tudo é mais fluido, vide os serviços de música por demanda, Netflix etc. Não temos mais a necessidade de armazenar dispositivos físicos pois muita coisa está disponível a alguns cliques. No entanto, isso não significa que não trazemos nossas mazelas acumuladoras pro meio digital. A facilidade de encontrar nem sempre nos faz desapegar do “Salvar Como” e com isso acabamos acumulando conteúdo que não precisamos. A dica é ficar atento ao impulso de salvar arquivos pro nosso computador sem necessidade.

Se você, como eu, tem muitos arquivos no computador e mantém pastas que nunca acessa, provavelmente você está ocupando espaço desnecessariamente em sua máquina, além de contribuir pra que ela funcione de forma mais lenta. Desapegue! Eu tenho certeza que você tem uns bons Gigas de arquivos que nem sabe que existem, e o pior, que não servem pra nada.

Ah, e vocês podem estar se perguntando: mas e as fotos? Pois bem, as fotos são um assunto pra um outro post em breve…

Vamos destralhar nosso lixo digital?

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Organização

O declutter do meu armário

19/07/2017

Projeto Desapego: o declutter do meu armário - método Marie Kondo e Armário Cápsula | Vida Minimalista

O Projeto Desapego

Após 6 anos desde o último super destralhe, tirei um sábado inteiro pra fazer um declutter no meu armário usando as dicas da Marie Kondo (método Konmari) para desapegar de pelo menos 50% do que eu tinha. A experiência faz parte do meu Projeto Desapego 2017.

Já fazia um tempo que eu abria o armário e via peças com as quais não me identificava mais. Blusas que ficavam no fundo da gaveta simplesmente por não se adaptarem mais ao meu corpo, cores que não ornavam com nada que eu tinha no armário, modelos que não caiam bem… a situação estava bem clara: eu precisava fazer um super declutter e montar meu armário-cápsula (ou minimalista). Antes de prosseguir, vou explicar alguns termos que usarei aqui:

ARMÁRIO-CÁPSULA

Conceito criado e usado pela blogueira Caroline Rector, do Unfancy. Consiste em separar uma determinada quantidade de roupas a serem usadas em cada estação e guardar as que não serão usadas em malas ou caixas. Assim, a cada estação se faz a troca e uma revisão do que continua, o que sai e o que pode ser adquirido.

Como aqui no Rio de Janeiro não vejo muito motivo em armazenar o que não usarei por causa das estações indefinidas, não considero que meu armário é cápsula, embora esteja disposta a usar os conceitos. Eu simplesmente prefiro deixar as peças mais usadas em uma parte do armário e as menos usadas (roupas de verão) em outra parte menos acessível.

ARMÁRIO MINIMALISTA

Consiste apenas em reduzir suas peças para o essencial de acordo com cada pessoa. Não é uma competição de quem tem menos peças, apenas me preocupo em ter apenas o que eu uso, gosto e combina com as outras peças.

Por estes motivos sempre uso os dois termos pra me referir ao meu armário. Gosto de falar também que é um armário inteligente, pelos motivos que citei acima: ter apenas o que gosto, o que combina comigo, em quantidade reduzida porém suficiente e que faça o máximo de combinação das peças entre si.

Esclarecidas as nomenclaturas, vamos à minha experiência pessoal.

O começo do declutter

Acordei cedo no sábado, tomei meu café e me preparei pro grande declutter do armário. A ideia era mexer apenas nas roupas e ter acabado antes do almoço, pra que eu pudesse fazer outras coisas que tinha em mente. Já adianto que me empolguei com a arrumação e aproveitei pra destralhar sapatos, livros, CDs e DVDs, acabando por volta das 18:30.

A primeira coisa que sempre faço é pegar vassoura, pá de lixo e garrafa de água. Varro todo o ambiente antes de começar, pois certamente precisarei colocar roupas no chão. A água é por um motivo bem óbvio: hidratar durante o processo. Faz bem.

Abri o livro digital da Marie Kondo pra rever as dicas e fui na parte justamente onde ela fala que é pra colocar TODAS as roupas em um só ambiente. Torci o nariz pensando na bagunça (e no fato de que eu ficaria sufocada com tantas peças) e decidi colocar apenas as camisas sobre minha cama. Foram muitas.

Não conhece o livro da Marie Kondo ainda? Clique aqui!

Projeto Desapego: o declutter do meu armário - método Marie Kondo e Armário Cápsula | Vida Minimalista

Minhas camisas sobre a cama

Tirando tudo de dentro do armário

Olhando a quantidade de roupas que ainda estavam no guarda-roupas, pensei se não seria melhor tirar logo tudo de dentro e fazer como a japonesa sugere, e quando percebi, já estava colocando tudo no centro do meu quarto. Saíam roupas e roupas de cada gaveta, cada porta. fui até o cesto de roupa pra lavar e tinham umas 5 peças que também foram pro monte. No quartinho dos fundos, empilhadas estavam umas camisas de time, de esporte, que também foram pro monte.

Projeto Desapego: o declutter do meu armário - método Marie Kondo e Armário Cápsula | Vida Minimalista

Olhei pra tudo aquilo e bateu o desespero: COMO EU TENHO TUDO ISSO?

É nesse momento que você não pode sentar num canto e desanimar. Pense nesse desespero como um gatilho para desapegar de pelo menos boa parte do que você tem. Se está desesperado com a quantidade de peças no centro do seu quarto, imagine-se tendo que mudar de país pra ficar 1 ano fora e tendo apenas uma mala grande para levar suas roupas preferidas. Esse tipo de pensamento foi muito útil pra me ajudar a pensar o que voltaria ao meu armário.

Projeto Desapego: o declutter do meu armário - método Marie Kondo e Armário Cápsula | Vida Minimalista

Com tudo isso no chão me pergunto: por onde começo?

Selecionando o que fica

Marie Kondo diz pra pegarmos peça por peça, abraçá-la e sentir se realmente temos afinidade por ela. Algumas nem precisou disso, só de olhar já me fazia recordar de situações desagradáveis. Aquele vestido novo que comprei pra sair linda com o namorado… no dia que ele terminou comigo em 2015. Ahhh esse vestido foi direto pra pilha de doação.

Usei alguns argumentos para selecionar as peças que voltariam pro meu armário:

  • está em bom estado?
  • se tem alguma avaria, é simples consertar?
  • a peça combina com outras que tenho no armário?
  • a cor é de uma paleta de cores que gosto e que combina comigo?
  • tenho outras parecidas e essa é a melhor dentre elas?
  • eu realmente amo essa peça e me sinto bonita usando-a?
  • o tecido é de boa qualidade ou logo vai se esgarçar?

Kondo fala pra começarmos pelas camisas. Fui então pescando aquelas que estavam de acordo com meus questionamentos, e quando olhava uma que não se enquadrava, separava em uma pilha no canto do quarto. Se era pra doação ou venda, eu decidiria depois. Não quis tomar essa decisão em cada peça que eu pegava pra manter o foco apenas no que eu queria manter.

Projeto Desapego: o declutter do meu armário - método Marie Kondo e Armário Cápsula | Vida Minimalista

A pilha foi aos poucos diminuindo. De camisas, passei pra casacos. Depois calças, bermudas, saias, vestidos… A sensação de olhar pro armário e ver tudo organizado, dobradinho ou nos cabides, mas com um ar clean, me animava a manter assim e me fazia ser cada vez mais criteriosa com cada peça ainda na pilha de roupas. Não queria encher novamente o armário, e peças que talvez eu pegasse de volta no começo da arrumação me despertaram o sentimento de “ah, vai, essa não. Desapega logo…”.

E foi assim que concluí o super declutter do meu armário. Com menos da metade das minhas peças de volta ao guarda-roupas, agora sinto que ficou mais fácil de escolher o que vestir. Logo liguei a máquina pra lavar algumas peças e separei algumas em uma só sacola pra venda e o restante em 4 sacolas pra doação. Empolgada, fiz a mesma coisa com meus sapatos, mas dessa vez fiz diferente:

Sapatos

Peguei uma sacola grande e fui até o quartinho dos fundos onde ficam meus sapatos (não entro com eles no quarto). Separei 3 pares pra levar pra casa de praia (assim posso deixar lá direto, sem me preocupar quando viajo) e em seguida, fui colocando na sacola tudo que eu não usava faz tempo. Não olhei pra trás, não revisei, apenas coloquei ali, sem dó, até encher a sacola. Com menos da metade dos pares na prateleira, organizei tudo bonitinho e pronto, novamente um espaço clean.

Tendo em vista que comprei um da Urban Flowers e estou esperando chegar (estou testando comprar sapato online e de uma marca sustentável, vegana e handmade), não tive pena nenhuma em me desfazer dos que eu tinha.

Com a sacola cheia, coloquei na sala próximo à porta da casa pra se juntar às outras 4 sacolas que ali estavam, prontas pra irem pra mala do carro.

Observações sobre o declutter

  • Limpei todo o armário antes de começar o declutter. Dá uma sensação ótima de leveza e ajuda a voltarmos só o que realmente amamos.
  • Algumas peças lembrava que foram presentes ou que minha mãe gostava de me ver usando (não necessariamente EU gostava).
  • Até roupas de yoga que pensei serem intocáveis acabei separando umas pra me desfazer.
  • Roupas indianas que também pensei que não mexeria acabei colocando também no declutter. Peças somo saias de seda e saris (que tive que comprar da India) não vão embora, mas saias mais de feirinha que nunca uso foram pra pilha.
  • Pra me inspirar, coloquei no youtube uma palestra da Monja Coen. Clique aqui para assistí-la, foi ótimo ouvir a voz calma dela durante a arrumação.
  • No último declutter doei meu All Star preto que eu tanto amava mas que estava encostado num canto faz tempo. Tinha ficado muito na dúvida mas hoje percebi que desde então nunca mais havia pensado nele. Não fez falta nenhuma! Isso me motivou a desapegar ainda mais.

A etapa seguinte foram meus livros, mas estes vou deixar pra um próximo post. Livros são sagrados pra mim, sou bibliófila e tenho muito apego ao papel, apesar de ler bastante pelo Kindle. Como livros são meus queridinhos, deixarei pra falar só deles depois.

OBS.: Todo esse processo foi um declutter inicial e bruto de tudo que não combinava mais comigo. Aos poucos, pretendo ir usando as peças, fazendo combinações, e selecionando o que realmente fica e o que pode ser passado adiante. Quando temos muitas peças é difícil ter essa consciência, mas quando reduzimos drasticamente a quantidade de peças, fica mais fácil avaliarmos o que vale a pena manter e o que não usamos tanto. Portanto, essa é uma fase inicial para depois de 1 mês avaliando o que tenho, ir montando um armário-cápsula com menos peças do que tenho no momento.

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Mindfulness

Como manter o foco em uma atividade por vez

27/06/2017

Uma pergunta a você: quantas janelas estão abertas agora, no seu computador? Se você está lendo isso no celular, com o que meu texto está dividindo a atenção na sua mente? Se você está com atenção total no que está lendo neste momento, parabéns, você faz parte de uma minoria.

Estamos na era da informação, e isso significa que dados chegam até a nós compulsivamente, nos fazendo muitas vezes sentir a necessidade de abraçar o mundo para não perdermos nada. No entanto, se entrarmos nessa correnteza de informações, dificilmente conseguiremos pescar o que realmente é necessário. Então nos tornamos sobrecarregados, ansiosos e dificilmente conseguimos manter o foco no momento presente, na atividade que estamos realizando.

Estímulos chegam até a nós o tempo todo, isso não vai mudar. Mas com algumas dicas e técnicas, podemos controlar a forma como lidamos com essas informações, manter o foco e sermos mais seletivos, afinal, não dá pra guardar tudo.

1. Respire

Pode parecer bobeira, mas quando levamos a atenção à nossa respiração, percebemos – na maioria das vezes – o quão superficial ela está. Aproveite, inspire profundamente e solte o ar devagar. Isso ajuda a trazer a mente pro agora e é uma ótima ferramenta pra conseguir focar nas tarefas que você está realizando. Experimente.

2. Olhe ao seu redor

Levante a cabeça, desvie o olhar da tela do seu computador ou smartphone e olhe o que te cerca. Quando estamos em um ambiente comum, como nosso quarto ou escritório, perdemos a sensibilidade de admirar o que está à nossa volta. Porém, isso pode acontecer também quando estamos em qualquer ambiente novo, como uma rua diferente, parque ou café. Olhe ao seu redor. Que sons você escuta? Que cheiro está no ar? Quais cores você observa? Admire a beleza das pequenas coisas que te cercam. Conecte-se com o presente pelo menos por 1 minuto.

3. Remova todas as distrações da mesa

Se você vai começar a trabalhar ou estudar agora, aproveite pra remover tudo que está na superfície da sua mesa e deixe apenas o que não pode ser tirado e o que você vai usar. Mantenha a mesa clean, minimalista, pegue um copo de água e certifique-se de que tudo que você precisará está ao seu alcance. Quando acumulamos tralha na nossa mesa nos distraímos com mais facilidade, assim como quando levantamos toda hora pra pegar algo que esquecemos. Mantenha tudo limpo e organizado!

4. Feche as janelas do computador

Se você está escrevendo um texto (como eu estou agora), experimente fechar todas as outras janelas do computador e use a tela cheia para evitar distrações. Pra quem escreve, experimente usar editores de texto mais simples pra escrita fluir com mais facilidade. Eu costumo alternar entre FocusWriter e OmmWriter, dois programas excelentes que trabalham apenas com o texto, sem formatação, sem distrações. Se você não tem um editor clean, use o bloco de notas, o Evernote ou algum outro editor. Evite aqueles poluídos cheios de ícones, isso só distrai e tira o foco do que realmente é importante.

5. Deixe seu smartphone longe

Se você não costuma usar celular o tempo todo, essa dica não vai ser muito útil, mas se você não larga o smartphone pra nada, experimente deixá-lo em outro lugar que não seja à sua vista. Não se preocupe com mensagens ou ligações urgentes, deixe o toque ativo e desabilite todas as outras notificações (whatsapp, email, sms…). Se alguém quiser realmente falar com você, vai telefonar e você poderá ouvir. Apenas tire a tela de seu campo de visão pra que não desperte a curiosidade de olhar o tempo todo. Estamos muito ansiosos achando que se não checarmos o email ou facebook toda hora estaremos perdendo algo. Acredite, não estamos.

Estas são algumas dicas que uso no meu dia-a-dia pra manter o foco no que estou fazendo no momento. Além de praticar meditação – o que ajuda demais no controle da ansiedade e da respiração – também costumo deixar o smartphone sem notificações e longe de mim. Escrevendo, deixo apenas a janela na qual estou trabalhando. Ao terminar, trago novamente a atenção à minha respiração, olho ao redor, admiro os pequenos detalhes que me cercam.

Mantenho também um caderninho de anotações e uma caneta sempre ao meu alcance. Sei que estamos em uma era muito digital, mas às vezes abrir o ícone de um aplicativo pra escrever uma nota pode significar uma checada de leve no facebook ou twitter só pra ver o que anda rolando – o que pode comer minutos da atenção.

Se você tem alguma dica de produtividade pra manter o foco na tarefa que está fazendo agora, compartilhe aqui nos comentários do blog. Vamos trocar ideias e inspirações?

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