Meditação

A importância da meditação

21/01/2015

Quando falamos em meditação, tenho certeza de que a primeira imagem que lhes vêm à mente são de monges budistas em total silêncio morando num templo no topo dos Himalaias. Estou errada? No entanto, a prática da meditação pode ser aplicada no nosso dia-a-dia urbano e agitado, sem que precisemos mudar nosso estilo de vida nem viver como um ermitão.

A meditação atua como um silenciador de nossas mentes. Se pararmos para observar o fluxo dos nossos pensamentos, podemos perceber que não paramos de pensar nem um segundo, e que um determinado assunto puxa outro, que puxa outro, e no fim, percebemos que não há uma lógica de raciocínio. A consequência de uma mente “tagarela” é que mal conseguimos nos concentrar, e acabamos não tendo o controle sobre nossos pensamentos, sendo alguns deles destrutivos e prejudiciais.

No momento em que nos sentamos – nem que seja por 10 minutos – e prestamos atenção à nossa respiração, conseguimos nos desligar um pouco do mundo externo e somos capazes de acompanhar o fluxo dos nossos pensamentos. Sei que no começo é difícil silenciar essa vozinha que não para de falar, mas com a prática, conseguimos nos distanciar dela nos tornando meros observadores do que nossa mente é capaz de produzir. Precisamos deixar que pensamentos venham, mas também deixá-los ir sem apego.

Como começar a meditar?

Para começar a meditar, não é necessário se converter ao budismo, hinduísmo, nem usar roupas especiais ou encontrar um lugar especial para praticar. O que precisamos, na verdade, é apenas voltarmos para nós mesmos e transformarmos o momento caótico em que vivemos em um instante de paz e serenidade. A meditação pode ser praticada, inclusive, em ambientes de trabalho, no ônibus ou entre as aulas da faculdade. Sentar-se com a coluna ereta e desligar-se do mundo por alguns minutos é como pisar no freio em meio a uma rotina corrida. É presentear-se com uma mente serena e conseguir agir com mais tranquilidade, até mesmo para tomar aquela decisão difícil no dia que tanto nos perturba.

Os vários tipos de meditação

Há diversos tipos de meditação, é verdade. Algumas utilizam o silêncio absoluto tentando esvaziar a mente dos pensamentos, outras são acompanhadas de cânticos de mantras, mas também há aquela meditação que é simplesmente estar presente no momento enquanto realizamos nossas atividades diárias, mesmo que seja quando lavamos a louça do jantar. Quanto mais nos concentrarmos na atividade que estamos realizando no momento, mais conscientes ficamos e melhor realizamos nossas tarefas.

É verdade que dificilmente nossos pensamentos estão focados no presente. Geralmente nos encontramos remoendo fatos do passado ou preocupados com algo que precisamos fazer no futuro. Concentrar-se no presente, portanto, é um tipo de meditação que nos ajuda a viver de forma plena cada momento e a saber tomar decisões a cada minuto que vivemos. Afinal, só há um tempo em que algo pode ser feito, que é o agora.

Desligue-se!

Que tal desligar-se por 5 ou 10 minutos, fechar os olhos e acompanhar o fluxo da respiração? Tente respirar lenta e profundamente acompanhando – como um observador externo – que tipos de pensamentos surgem em sua mente. Deixe que eles sigam seu próprio caminho e não se apeguem a eles, apenas continue consciente da respiração, observando pensamentos virem e irem, reparando na sensação do ar que entra e sai das narinas e vivendo o momento presente. Abra os olhos no final e observe à sua volta cada detalhe. Conte-me depois sobre sua experiência. Tenho certeza que esses minutos vão te trazer muito bem-estar.

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Produtividade

Dicas para uma vida online saudável

29/07/2014

Dicas para uma vida online saudável - Jornada Zen

É sempre assim; uma nova rede social surge e rapidamente corremos para criar um novo cadastro. Não queremos ficar de fora, já que todos os nossos amigos já estão interagindo e acabamos com um saldo de mais um cadastro online de mais uma rede social que promete felicidade, entretenimento e interação. Aos poucos nossos emails se enchem de mensagens indesejadas, nossa exposição online aumenta e ficamos sobrecarregados com tantas presenças virtuais com as quais temos que lidar. Alguém se identifica?

Mas será que toda essa ansiedade por criar logo um novo cadastro é positivo? A não ser que sejamos uma pessoa pública ou que trabalhemos diretamente com mídias sociais, o excesso de exposição pode não ser tão bom assim. É certo que queremos compartilhar com o mundo nossas opiniões, debater sobre assuntos que nos interessam e também fazer parte de grupos com os quais nos identificamos, e acabamos querendo nos expor a fim de mostrar nossa personalidade para fazermos parte da grande rede.

Com um pouco de equilíbrio podemos tomar algumas atitudes para que não fiquemos tão expostos na internet mas sem deixar de usufruir dos pontos positivos de cada rede social. Quando refletimos sobre nossa presença online podemos reduzir nossa necessidade de onipresença ao mesmo tempo em que conseguimos aproveitar melhor os recursos que cada site oferece. A seguir vou apresentar a vocês algumas medidas que estou tomando para melhorar minha presença online sem ficar sobrecarregada.

Quem você quer ser online?

Vamos admitir, não somos totalmente transparentes na internet (e nem devemos). Alguns assuntos são pessoais e não precisam ser compartilhados. Se você tem um blog, mesmo que seja pessoal, há uma certa barreira entre quem você é por trás da tela e quem é aquela pessoa representada por um avatar. Não é que devamos ser falsos ou mostrarmos uma pessoa que não somos, mas sermos objetivos. Se deseja ter um foco, tome o cuidado para padronizar suas redes sociais reforçando suas principais características relacionadas ao que você deseja na web.

Redes Sociais e a privacidade

Uma verdade seja dita: a maioria das redes sociais possui opções de controle de privacidade. O Facebook, por exemplo, pode ser configurado desde total exposição (mostrando posts, fotos, comentários e amigos de forma pública) até total privacidade, deixando tudo no modo privado apenas para amigos, ou para uma determinada lista de amigos.

Se você não deseja que ninguém saiba seu email ou telefone, simplesmente não cadastre. Eu sigo a regra de “o que não quero jamais que ninguém saiba da minha vida, jamais publico na web” (embora eu não tenha nada de tão grave!). Muitos reclamam sobre a privacidade do telefone celular, por exemplo, mas basta não cadastrá-lo. Outras redes, como o Twitter e Instagram permitem que apenas usuários adicionados vejam as postagens, aumentando assim a privacidade do usuário.

Redes Sociais e inúmeros cadastros

Se você já perdeu a conta de quantas redes sociais está presente, faça uma lista daquelas que lembra e exclua seus perfis das que não usa. Fiz isso há alguns meses e mesmo assim hoje ainda sinto que preciso reduzir ainda mais minha presença online (que se encontra um pouco espalhada). Não dá para aproveitar bem todos os recursos de uma rede social se temos diferentes perfis, um para cada finalidade. Depois que retirei meu blog pessoal do ar senti que consegui me concentrar muito mais em um objetivo e isso tem me ajudado demais a estabelecer um foco no que é importante.

Dica: Algumas redes sociais não permitem a exclusão do perfil, então caso não queira mais utilizá-la, altere o nome, email e os dados que forem necessários e salve. Mude ou remova o avatar e você não será mais encontrado naquele site.

Administrando emails

Já comentei sobre como lido com emails, mas não custa repetir. Tenho dois emails, um apenas destinado a cadastros (e assim fica mais fácil quando preciso excluir uma conta e não lembro a senha) e um email pessoal/profissional. Peguei meu email “camilemusica”, bem antigo, para deixar apenas para cadastros em todas as redes sociais e mantive o “camilejornalista[@]gmail.com” para contatos profissionais e pessoais, além de ter configurado o email do blog para receber em uma pasta específica dentro dele. Não me preocupo com o que chega no email antigo, de vez em quando acesso apenas para remover spam.

Desconhecidos: adicionar ou não?

Por um tempo resolvi remover todos os desconhecidos do meu Facebook. Senti que ficou bem mais leve, apenas com pessoas próximas e mais seguro com postagens apenas para amigos. Quem estava de fora não conseguia ler o que eu postava nem ver minhas fotografias, mas pensando melhor, resolvi aceitar as dezenas de solicitações que estavam pendentes, já que optei por manter meu perfil público. Como tenho um blog e muitos leitores gostam desse contato com quem escreve e nunca publiquei nada muito pessoal, tomei esta decisão. Não fazia muito sentido eu ter um blog pessoal no qual compartilhava inúmeras fotografias do meu dia-a-dia e trancar as mesmas fotos em um álbum privado no meu Facebook.

Se você deseja ter em sua rede social apenas amigos, sabe que terá mais liberdade de escrever aquela sua opinião polêmica, mas caso tenha um perfil público, talvez seja bom rever se aquela foto com amigos bêbados na festa não causará problemas profissionais. Pensar duas vezes no que iremos publicar online é fundamental, lembre-se que uma vez na web, dificilmente será excluído.

Onde estou?

Outra decisão que tomei foi a de remover aplicativos vinculados à localização. Por um tempo usei o Foursquare (muito bom para encontrar novos restaurantes ou locais para diversão) mas me vi fazendo check-in a cada visita à mesma livraria, no mesmo shopping e no mesmo café, quando me perguntei quem realmente quer saber onde estou? Será que essa exposição é útil para alguém? O que me interessa onde o amigo A ou B está? Não pensei duas vezes e apaguei o aplicativo. Foi legal, testei por um tempo mas decidi por não usar algo que não faz tanto sentido (para mim). Também desativei o serviço de localização do Facebook e Twitter (mas de vez em quando aparece por acaso que estou no Rio de Janeiro). A não ser que eu esteja viajando e queira publicar alguma foto de um ponto turístico, não faz sentido todos saberem o tempo todo que eu estou na mesma cidade em que sempre vivi.

Estas são algumas medidas que tomei quanto à redução da minha presença online e controle de privacidade. Ainda há muito a ser configurado, redes sociais excluídas e cada vez mais concentrar minha energia em poucos – mas seletos – objetivos na web.

E vocês? Têm muitos perfis espalhados pela vasta web? Como fazem para cuidar da privacidade frente à exposição a qual somos impulsionados com diversos aplicativos de compartilhamento?

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Mindfulness

O prazer da leitura

28/05/2014

Livros são como portais mágicos: nos transportam a um novo universo, a novas interpretações da vida e nos colocam frente à frente com diferentes arquétipos com os quais nos identificamos. Ler várias obras de diferentes autores e gêneros literários é muito importante pra obtermos conhecimentos amplos sobre outras culturas, pensamentos e sobre nós mesmos. Mas será que conseguimos extrair de um livro tudo aquilo que ele nos quer passar? Será que lemos com a devida atenção que uma obra clássica, por exemplo, merece?

Certa vez perguntei ao meu professor de Teoria da Literatura II sobre a releitura: afinal, o que é mais importante para um estudante que gosta de ler, mas não tem um conhecimento muito aprofundado na literatura, ler diferentes obras ou dedicar-se à releitura mais minuciosa? Achei interessante a resposta, de que um leitor, no início de uma graduação de Letras, por exemplo (nosso caso na época), que não teve uma base literária muito aprofundada no Ensino Médio (falha grave, Brasil), deveria se dedicar à leitura de diversas obras, claro, tentando absorver o melhor de cada livro. Só futuramente, depois de um conhecimento amplo sobre a Literatura, é que podemos nos dedicar com mais afinco à releitura. Mas, como fazer uma leitura mais profunda?

O ideal, antes de lermos qualquer romance, conto ou peça, é procurarmos informações sobre o autor. Uma rápida pesquisa pela internet nos trará dados básicos como em que período viveu, quais suas influências literárias (ou políticas), quantas obras publicou em vida entre outros detalhes. Situar o livro em um período histórico/literário também é desejável, pois nenhum discurso é isento de opinião, isso significa que um escritor sempre transmitirá, em suas palavras, sua posição sobre o mundo que o cerca, seja através de críticas diretas como também através do silêncio.

Após conhecer um pouquinho sobre o autor, o contexto histórico e a fase literária na qual foi publicada, é hora de iniciar a leitura. Antes de querer fazer uma leitura em forma de competição, o melhor é ler com calma anotando passagens interessantes (muitos mantêm um caderninho literário), sem pressa de acabar. Tente lembrar do contexto pesquisado anteriormente, faça ligações com a realidade, pois assim a leitura será muito mais prazerosa e sem dúvidas, mais útil, afinal, é muito melhor lermos com qualidade do que exibirmos centenas de livros mal-lidos em uma prateleira.

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